Veado-campeiro – Ozotoceros bezoarticus

O veado-campeiro (nome científico:veado-campeiro - company ourique), também chamado veado-branco, veado-galheiro, suaçutinga e suaçuapara, é um veado campestre, encontrado em grande parte da América do Sul, ao sul da Amazônia. Tais cervídeos medem cerca de 1 metro de comprimento, com pelagem dorsal marrom, contorno da boca, círculo ao redor dos olhos e barriga brancos e galhada com três pontas e cerca de 30 cm de altura.

“Veado-campeiro” é um animal à sua preferência por viver em ambientes descampados.”Veado-galheiro” é uma referência a suas galhadas, que podem ter até três terminações e medir até 25 centímetros de comprimento.”Suaçutinga” vem do termo tupi para “veado branco”, suasu’tinga. “Suasuapara” vem do termo tupi suasua’para, “veado curvo”, numa referência aos seus chifres curvos.

Este veado é encontrado mais comumente sozinho ou em grupos de até três animais; porém, já foram encontrados grupos de até 11 indivíduos. Possuem chifres de três pontas que podem alcançar 30 cm de comprimento; sua galhada é composta de dois chifres: um galho cuja ponta é voltada para frente e o outro com duas pontas, para trás. Esta composição começa a aparecer após o terceiro ano de vida do animal.
São animais extremamente ágeis, podendo correr a 70 km/h e pular obstáculos sem diminuir a velocidade. Os saltos são suficientes para cruzar pequenos rios; quando não, nadam com facilidade.
A hierarquia social é determinada através de disputas nas quais os machos empurram seus adversários com os chifres, numa prova de força. Esta disputa não tem por objetivo perfurar o oponente e o dano mais comum é a quebra de algumas pontas; porém podem ocorrer casos de perfuração.
Sua população está bastante reduzida por causa da caça, da febre aftosa (transmitida pelo gado), das queimadas e da perda do habitat natural, decorrente da ocupação agropecuária do cerrado e pampas. Ironicamente, muitos fazendeiros culpam o veado pela disseminação da febre aftosa e acabam abatendo o animal para proteger o gado.
Alimentam-se essencialmente de gramíneas, e desprezam os capins mais adequados para o gado. Porém se alimentam de outras plantas que quase nenhum outro animal come como o alecrim-do-campo, o assa-peixe, o capim-favorito e vagens de barbatimão.
Existem três subespécies de veado-campeiro:
O. bezoarticus bezoarticus – Campos do Brasil Central para o sul até o Uruguai
O. bezoarticus leucogaster – Sudoeste do Brasil, na região do pantanal
O. bezoarticus celer – nos pampas da Argentina.
As populações das três subespécies não estão em contato.
O nascimento dos filhotes chatos e de alimentos, no fim das enchentes do pantanal ou após as queimadas naturais, épocas em que ervas, gramíneas e arbustos começam a rebrotar.

Veado (do latim venatu, “caça morta” ) em zoologia é a designação geral das espécies de mamíferos da família Cervidae.
No Brasil, o termo “veado” é referido principalmente aos cervídeos do gênero Mazama, Ozotoceros e Blastocerus.

No idioma português brasileiro, a palavra “veado” é uma gíria geralmente depreciativa usada para referir-se a homens homossexuais. O termo originou-se supostamente no tempo do Império em praças do Rio de Janeiro (cidade) onde se reuniam grupos de rapazes para entre outros objetivos se prostituírem a clientes ricos. Diz-se que ao serem coibidos pela polícia, os “veados” fugiam dali aos saltos, daí resultando essa alcunha.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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